Prefeitura e Câmara esquecem lei que aprovaram para o centenário de José Pedral e acentuam desprezo pela memória política conquistense

Prefeitura e Câmara esquecem lei que aprovaram para o centenário de José Pedral e acentuam desprezo pela memória política conquistense

No dia 12 de setembro, daqui a poucos dias, o ex-prefeito José Fernandes Pedral Sampaio, completaria 100 anos. Ele morreu em 16 de setembro de 2014. No dia 29 de novembro de 2024, a Câmara Municipal, a partir de iniciativa do vereador Luís Carlos Dudé (União), aprovou uma lei instituindo as comemorações oficiais pelo centenário de nascimento do líder político, principal responsável pela grandes transformações urbanas de Vitória da Conquista e um nome reconhecido como importante liderança estadual.

A lei nº 2.957/2024, prevê que durante todo o ano seriam realizados eventos institucionais comemorativos para destacar as contribuições de José Pedral para o desenvolvimento urbano, econômico e social do município. Ele foi prefeito de 1963 a 1964, cassado pela ditadura militar; de 1983 a 1989; e de 1993 a 1996. Tanto tempo depois, quase todos os avanços estruturais em Conquista têm a digital dele ou chegaram a ser pensados por ele.

A atribuição de coordenar a programação seria da Prefeitura, podendo estabelecer parcerias com entidades e instituições, públicas ou privadas. Mas, a menos de um mês da data do centenário, a administração municipal não conseguiu – porque não teve interesse – sequer criar um selo ou carimbo alusivo ao evento.

Assim, como nem a Prefeitura nem a Câmara Municipal cumpriram a obrigação determinada pela lei de incluir, em todos os documentos oficiais, a menção alusiva ao “Ano do Centenário de José Fernandes Pedral Sampaio”, uma mera linha digitada.

A tentativa de homenagear o centenário de uma das figuras mais ilustres de Vitória da Conquista foi uma exceção ao costume local de apagamento de memória, seja na política ou na cultura. Mas, a exceção ficou no papel. Na prática, o poder público municipal seguiu a regra à risca e oficializou o desprezo.

Tantos já foram deixados à margem pela indiferença institucional, quantos ainda serão esquecidos quando sua história recente não for mais útil?

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