Criação de empregos cai 56% em Vitória da Conquista frente aos nove primeiros meses de 2025; nota positiva: serviços segue criando vagas

Criação de empregos cai 56% em Vitória da Conquista frente aos nove primeiros meses de 2025; nota positiva: serviços segue criando vagas

Vitória da Conquista criou 1.561 empregos com carteira assinada entre janeiro e setembro deste ano, uma redução de 56,3% em relação aos 3.574 postos abertos no mesmo período de 2025. Apesar da desaceleração, o setor de serviços manteve o crescimento, com 1.787 novas vagas, contra 1.747 nos primeiros nove meses do ano passado. Além de responder pela maior parte dos empregos gerados neste ano, o setor continua sendo o maior empregador do município, com 36.586 trabalhadores, segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (4).

O resultado geral mostra que o mercado de trabalho formal perdeu ritmo. Nos primeiros nove meses deste ano, foram registradas 31.785 admissões e 30.224 desligamentos. No mesmo período de 2025, ocorreram 32.895 contratações e 29.321 demissões. A combinação de 1.110 admissões a menos e 903 desligamentos a mais reduziu o saldo de empregos em 2.013 vagas.

Mas a redução não ocorreu de maneira uniforme entre os setores. Enquanto os serviços criaram 40 empregos a mais que no ano passado, a agropecuária passou de 15 para 23 vagas. Construção civil, comércio e indústria apresentaram resultados inferiores aos registrados em 2025.

Setores da economia

A construção civil teve a maior mudança de desempenho, passando de 786 empregos criados entre janeiro e setembro do ano passado para um saldo negativo de 300 postos neste ano. A diferença de 1.086 vagas corresponde a 53,9% da redução do saldo geral do Município.

No comércio, o saldo diminuiu de 607 para apenas 19 empregos. Foram 9.782 admissões e 9.763 desligamentos neste ano, resultado próximo do equilíbrio entre contratações e demissões. A indústria também apresentou desaceleração, com 32 novas vagas, contra 419 no mesmo período de 2025.

Os serviços, por outro lado, registraram 12.895 admissões e 11.108 desligamentos, mantendo o saldo positivo de 1.787 empregos. O setor respondeu por um volume de novas vagas superior ao saldo geral do Município, compensando parcialmente as perdas de outras atividades.

Saldo de janeiro a setembro

Setor 2025 2026
Serviços +1.747 +1.787
Construção +786 -300
Comércio +607 +19
Indústria +419 +32
Agropecuária +15 +23
Total +3.574 +1.561

Resultado de setembro

Em setembro, Vitória da Conquista registrou 3.265 admissões e 3.272 desligamentos, encerrando o mês com saldo negativo de sete empregos. O resultado interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de geração positiva de vagas. Em agosto, haviam sido criados 522 postos de trabalho.

A comparação com setembro do ano passado mostra uma diferença de 464 empregos. Naquele mês, o saldo havia sido positivo em 457 vagas, segundo os dados revisados do Caged. As admissões diminuíram 11,7%, enquanto os desligamentos aumentaram aproximadamente 1%.

O comércio liderou a geração de empregos em setembro, com saldo positivo de 84 vagas, seguido pelos serviços, com 72. Os dois setores criaram juntos 156 postos, insuficientes para compensar as perdas na construção, com 79 empregos fechados, na agropecuária, com 60, e na indústria, com 24.

Empregos existentes

Apesar da redução na geração de novas vagas, Vitória da Conquista encerrou setembro com 85.612 empregos formais, 1.408 a mais que os 84.204 registrados no mesmo mês de 2025. O aumento do estoque foi de 1,67%.

Os serviços concentram 36.586 vínculos formais, equivalentes a 42,7% do total. O comércio aparece em segundo lugar, com 25.019 trabalhadores, seguido pela indústria, com 16.047, construção civil, com 6.645, e agropecuária, com 1.315. Juntos, serviços e comércio respondem por aproximadamente 72% dos empregos com carteira assinada em Vitória da Conquista.

Os números referentes a setembro de 2025 apresentam pequenas diferenças em relação aos publicados pelo BLOG em outubro do ano passado, porque o Novo Caged incorpora revisões posteriores. Para a comparação, foram utilizados os dados atualizados disponíveis no painel oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.

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