Com Jean Wyllys hoje e Zezé Mota amanhã, feira literária segue como principal agenda cultural conquistense
Iniciada ontem (15) com diversas atividades, como oficinas e exposições, a primeira feira literária de Vitória da Conquista (FliConquista) segue até domingo, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. O ato oficial de abertura teve uma conferência feita pelo advogado, professor e historiador Ruy Medeiros, com o tema “Ideais da Liberdade da Bahia na Obra de Camillo de Jesus Lima”, homenageado do evento, e apresentação musical do cantor e compositor conquistense Gutemba, também em celebração a Camillo, poeta caetiteense que se tornou conhecido trabalhando na imprensa e fazendo parte da política conquistense por muitos anos.

Nesta quinta-feira (16), a FliConquista prossegue com uma agenda lotada de eventos, lançamentos, palestras, cursos e programações nos estandes e, logo mais, à noite, o ex-BBB, ex-deputado federal e escritor Jean Wyllys lança seu livro ‘O Que Não Se Pode Dizer – Experiências do Exílio’, escrito em parceria com a filósofa Márcia Tiburi, e conduz, a partir das 18h, uma conversa em torno do assunto. Logo depois, acontece o show “Se Orú Obaí”, do indígena cantor, compositor articulador cultural pernambucano Gean Ramos Pankararu de Música
As atividades literárias ocorrem todos os dias, nos três turnos, sempre com convidados especiais para palestras, lançamentos ou espetáculos musicais. Na sexta, destacam-se, um bate-papo com o jornalista e escritor mairiense radicado em Vitória da Conquista, Jeremias Macário, sobre as ‘Cenas da resistência na história de Vitória da Conquista, com a especial mediação do historiador e comunicador Elton Becker. No início da tarde, marcado para 13h, show da cantora Ana Barroso. Registro de destaque também para a presença do bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, Dom Vicente Ferreira, sobre ‘Vidas submersas: reparações e direitos ao meio ambiente e à vida’.

No final da tarde de sexta, o professor de História, comediante e influencer digital Matheus Buente, faz uma bate-papo sobre ‘A verdadeira Independência do Brasil’. Ás 20h30 está previsto o show ‘Atendendo a pedidos’, com a atriz e cantora Zezé Motta.
A Feira Literária de Vitória da Conquista chega depois de eventos similares terem primeiro se concretizado em diversas cidades da região, como Belo Campo, Caculé, Itaetê, Jequié, Rio de Contas e a mais famosa delas, a Fligê, em Mucugê. Todas receberam o apoio do deputado federal Waldenor Pereira e de seu companheiro de trajetória política, Zé Raimundo. Com emendas parlamentares destinadas ao Coletivo Barravento, composto por professores, produtores culturais, intelectuais e entusiastas da literatura, Waldenor era questionado porque não patrocinara ainda um evento semelhante em Vitória da Conquista. A Fligê, por exemplo, acontece desde 2016.
Abertura oficial




A cerimônia de abertura da FliConquista, cujo tema é ‘Literatura e Liberdade’, contou com as presenças dos dois deputados, do secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, do presidente da Fundação Pedro Calmon, Vladimir Costa Pinheiro, dos curadores da feira Ester Figueiredo e Elton Becker e um grande público. A filha de Camillo de Jesus Lima, Marta Cristina, representou a família e emocionou a plateia ao recordar uma frase do pai: “Não existe morte para quem produz a própria história”.
Em sua fala, a professora Ester Figueiredo expressou sua gratidão pela participação do público, destacando que a FliConquista nasce plena, com uma programação extensa e intensa, sendo o encontro entre escritor, autor e público.



A Feira Literária de Vitória da Conquista é realizada pelo Coletivo Barravento, com a parceria do Studio Palma e o apoio da Fundação Pedro Calmon, Governo do Estado e Governo Federal. A programação da FliConquista é completamente gratuita.
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Com informações de Érika Camargo e fotos de Vinícius Brito e Thiago Gama


