Mais de 70% dos moradores de Vitória da Conquista se consideram pardos ou pretos, segundo Censo 2022

Mais de 70% dos moradores de Vitória da Conquista se consideram pardos ou pretos, segundo Censo 2022

A maioria da população brasileira se declara parda pela primeira vez, de acordo com os novos dados do Censo 2022, divulgado ontem (22) pelo IBGE. Em Vitória da Conquista pardos já eram a maioria da população desde o censo anterior, realizado em 2010. O novo levantamento, no entanto, mostra que essa população teve um pequeno decréscimo, de 0,94%, caindo de 56,84% em 2010 para 56,3% em 2022.

Já o percentual de moradores de Conquista que se declaram pretos aumentou. Em 2010 eram 10,13% e agora passaram a 13,9%, crescimento de 37,2%. A soma de pretos e pardos alcança 70,3% e era 66,97% no Censo do IBGE de 2010.

Se declararam brancos no ano passado 29,5% dos conquistenses, um percentual abaixo do registrado em 2010, quando 32,45% dos habitantes do município se declaram brancos, redução de 9,1%. São amarelos ou indígenas, respectivamente, segundo o IBGE, 0,10% e 0,18%. Antes, em 2010, eram 0,45% e 0,12%.

VITÓRIA DA CONQUISTAPardosPretosBrancosIndígenasAmarelos
202256,3%13,9%29,5%0,18%0,10%
202156,84%10,13%32,45%0,12%0,45%
FONTE: IBGE

O IBGE também divulgou a idade mediana para cada população. Os dados mostram que entre 2010 e 2022 houve um envelhecimento da população de Vitória da Conquista, principalmente entre as pessoas declaradas amarelas e depois entre as brancas e pardas. A população com maior mediana de idade é a indígena, seguida dos pretos.

A idade mediana dos conquistenses que se declaravam pardos há 12 anos era de 27 anos e agora é de 33 anos. Entre os pretos, a mediana mudou de 30 anos para 35 anos. No caso dos brancos era 28 anos e hoje é 34; entre os amarelos a mediana era 25 anos em 2010 e passou para 32 no Censo de 2022. Os indígenas tinham uma mediana de 36 anos e agora é de 41 anos.

IDADE MEDIANAGeralPardosBrancosPretosAmarelosIndígenas
2022333334353241
2021282728302536
FONTE: IBGE
Conquistenses assistem show de Narjara Paiva no São João de 2023

Bahia

No estado, dos 417 municípios em 407 a predominância é de pessoas pardas; oito têm maioria de pretos e em apenas dois as pessoas que se declararam brancas são em maior número. No geral, a maior parte dos baianos, 57,3%, se declara parda. O percentual é menor que no Censo de 2010, quando eram 59,16%. Já a população de pretos cresceu nos 12 anos entre os dois levantamentos do IBGE, saindo de 17,1% para 22,4%. No total, 79,7% da população baiana se afirmam parda ou preta.

Na Bahia estão oito dos nove municípios com maior população preta do Brasil: Antônio Cardoso (55,1%), Ouriçangas (52,8%), Cachoeira (51,8%), Santo Amaro (50,9%), Conceição da Feira (50,3%), São Francisco do Conde (49,9%), Pedrão (49,7%) e São Gonçalo dos Campos (47,0%). Serrano do Maranhão (MA) é o município com maior população preta do Brasil, com 58,5%.

Dom Basílio, a 191 quilômetros de Vitória da Conquista é a cidade baiana com mais pessoas que se declaram brancas no Censo 2022: 50,9%. A outra é Ipupiara, no oeste da Bahia, onde 49,2% dos habitantes se declararam brancos.

Brasil

No país, pela primeira vez, desde 1991, quando o IBGE passou a incluir cor e raça no censo, a maioria se declarou parda, 45,3% dos 203.080.756 de habitantes. Se declararam brancas em 2022, 43,5%, e 10,2% se afirmaram pretas (10,2%); indígenas 0,8% e amarelas 0,4%.

Entre o Censo 2010 e o de 2022, a população parda do Brasil cresceu de 43,1% para 45,3%. A população preta passou 6% para 10,2% e indígenas subiram de 0,5% para 0,8%.

Houve queda na quantidade de pessoas que se declaram brancas, de 47,7% em 2010 para 43,5% em 2022. Na população amarela houve uma redução de 1,1% para 0,4%.

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