Sheila se sobressai a Waldenor na corrida pelos partidos: conseguiu três que não tinha; ele perdeu três com os quais contava
A movimentação dos pré-candidatos e pré-candidatas à Prefeitura de Vitória da Conquista para as eleições deste ano foi marcada por uma ‘dança de partidos’ com consequências inusitadas. Em destaque, as articulações da prefeita Sheila Lemos (União) e do deputado federal Waldenor Pereira (PT). Os dois terminaram o ano passado com projeções diferentes quanto aos apoios partidários, sendo que Waldenor já contava com sete partidos e esperava chegar a 11, e Sheila tinha ao seu redor outros sete e buscava mais três.
Waldenor tinha certos na sua lista, além dos três federados (PT, PCdoB e PV), o PSB, o PSD, o Psol e a Rede, estes dois também unidos em uma federação. Na projeção dele estavam mais cinco siglas: Solidariedade, Avante, Podemos, MDB – que foi o primeiro a afirmar candidatura própria, a vereadora Lúcia Rocha – e, ainda, o PDT, com o qual o pré-candidato do PT disse conversar, destacando a relação pessoal com o também deputado federal Félix Mendonça Júnior.
O grupo de partidos fechados com Sheila até o final do ano e boa parte do início de 2024 eram: União Brasil, Republicanos, a federação PSDB e Cidadania, o PRD (antigo PTB) e PMN. Sheila ainda articulava para ter na sua coligação o PL, PP e PDT. Todos os três tinham pré-candidatos a prefeito lançados.
Hoje, contabilizadas perdas e ganhos no campo dos partidos, a prefeita saiu ganhando. Waldenor não obteve o apoio de nenhum dos cinco que esperava ter – podendo ser consideradas perdas o Solidariedade, Avante e Podemos. Ele chegou a contestar a associação do Podemos com o MDB, mesmo após o anúncio do vereador Delegado Marcus Vinicius, como vice de Lúcia. Veja aqui.
O Avante, após flertar com uma candidatura do coronel Ivanildo, acabou lançando Marcus Adriano, que era PDT. O Solidariedade, que estava sob o controle do vereador Luciano Gomes (PCdoB), está agora com Romilson Filho, ex-PP, que promete relançar a pré-candidatura.
No lado de Sheila Lemos, o conjunto de siglas que deverá formar a coligação ganhou o PL, PDT e o PP. Estes últimos estavam contra a reeleição da gestora e tiveram suas comissões provisórias desfeitas e depois entregues a aliados da prefeita. O PL também chegou a ter candidatura própria, com discurso de oposição à prefeita, mas acabou desistindo, levando o radialista Washington Rodrigues para o Republicanos, pelo qual sairá candidato a vereador – apoiando Sheila.
Já a pré-candidata do MDB, vereadora Lúcia Rocha, que vinha desenvolvendo uma caminhada solo, recebeu o apoio do Podemos, que indicou o vice, e do PRTB (sem tradição, tempo de TV ou voto).
Na configuração atual, que – como disse o pré-candidato petista ao manifestar esperança de ter o MDB com ele – pode mudar até as convenções (entre 20 de julho e 5 de agosto), Sheila teria nove partidos na coligação, Waldenor sete e Lúcia Rocha apenas três. Se confirmados candidatos, Marcos Adriano e Romilson, um cada.


