Com eleição de 2026 na pauta, já é hora de pensar em quem eleger deputado federal; Conquista precisa de mais representação

Com eleição de 2026 na pauta, já é hora de pensar em quem eleger deputado federal; Conquista precisa de mais representação

Vitória da Conquista teve dez candidatos a deputado federal nas eleições de 2022. Deles, em 2026, somente Waldenor Pereira deve disputar, em busca de seu quinto mandato no Congresso Nacional.

Ficarão de fora da eleição para a Câmara dos Deputados ou pleitearão uma cadeira na Assembleia Legislativa: David Salomão, Delegado Marcus Vinicius, Eduardo Mesquita, Esmeraldino Correia, Galego da Magna Moto, Ivan Cordeiro (atual presidente da Câmara de Vereadores), Mozart Tanajura Júnior, Valverde Montalverne e Xandó.

Dessa relação, apenas Xandó anunciou que vai buscar a eleição de deputado estadual. E fora dos nomes mencionados não surgiu nenhum outro nome que tenha histórico político e eleitoral para concorrer para federal. A não ser que Guilherme Menezes quisesse. E não quer.

Pode até ser que o PT coloque a vereadora Viviane Sampaio na lista, mas é uma hipótese pouco sustentável.

Tampouco há alguém do grupo da oposição ao governo do estado com visibilidade para uma candidatura à Câmara dos Deputados, a não ser a prefeita Sheila Lemos (União), mas sabe-se que ela descarta e afirma sua intenção de cumprir o mandato até 31 de dezembro de 2028.

Em 2022, dos dez candidatos com base em Conquista, sete estavam em partidos de direita (ou centro-direita) – David Salomão (Podemos), Delegado Marcus Vinicius (Podemos), Eduardo Mesquita (PP), Esmeraldino Correia (Solidariedade), Galego da Magna Motos (Patriota), Ivan Cordeiro (PTB) e Valverde Montalverne (União), e três de esquerda (ou centro-esquerda) – Mozart Tanajura Júnior (PSB), Waldenor Pereira (PT) e Alexandre Xandó (PT).

Os candidatos do PSB e PT tiveram 63,3% dos votos dados aos chamados ‘candidatos da terra’ (sem considerar os votos de Comandante Rangel). Waldenor Pereira ficou com 32.071, Xandó com 18.230 e Mozart Tanajura Júnior, com 1.693.

Xandó vai tentar convencer seus eleitores a votarem no feirense Deyvid Bacelar, presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP); Mozart Tanajura, que foi candidato a vereador pelo PT em Planalto, no ano passado, não declarou apoio a ninguém.

David Salomão, Delegado Marcus Vinicius, Eduardo Mesquita, Esmeraldino Correia, Galego da Magna Moto, Ivan Cordeiro e Valverde Montalverne ainda não se manifestaram, mas é provável que o atual presidente da Câmara de Vereadores, que teve 11.271 votos no município em 2022, apoie a candidatura à reeleição de Roberta Roma, ou do marido dela, João Roma, se ele voltar a ser candidato.

Os dez candidatos com domicílio eleitoral em Vitória da Conquista tiveram 82.176 votos, na conta sem os votos dados a Waldenor, única candidatura certa até agora, seriam 50.105 votos sem dono. Que destino podem ter? Quem vai trabalhar para conseguir convencer os eleitores que votaram nos sete candidatos da direita e lhes deram 30.182 votos? E o que acontecerá com os votos dados a Xandó e Mozart?

Essa não é uma questão sem importância. Um município com 3.743 km² de área, com 11 distritos, além da sede, e mais de 200 povoados, e onde caberiam Feira de Santana, Camaçari, Itabuna, Alagoinhas, Itabuna, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Lauro de Freitas, tem problemas e necessidades que custam muito resolver e não dá apenas com a arrecadação da Prefeitura. As demandas pedem muito dinheiro e um dos caminhos para os recursos chegarem são as emendas parlamentares.

Quantas dessas cadeiras podem ser de Vitória da Conquista?

Mas, um mandato de deputado federal tem representatividade além das emendas: pode influir nos orçamentos do Estado e da União, pode articular por obras e serviços estaduais e federais. E todos até colocam aqui e ali uma emenda, mas a distribuição de votos, a dispersão da base eleitoral significa recursos repartidos por muitos municípios. O leitor pode acessar https://portaldatransparencia.gov.br/emendas e verificar como isso se dá.

Vitória da Conquista deu 186.883 votos a candidatos a deputado federal, 104.707 a candidatos de fora, ainda que alguns bem identificados com a cidade, como o Comandante Rangel e Jorge Solla. Dentre os candidatos com mais de mil votos, 20 se elegeram e um assumiu como suplente, quais deles corresponderam em representação ou colocaram emendas (de valor e destinação significativos) no Orçamento da União? Talvez três. E não foi muito dinheiro.

Vitória da Conquista precisa pensar nisso.

FOTOS: REPRODUÇÃO DA INTERNET SEM CRÉDITO IDENTIFICADO

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