Sheila inicia reuniões para fortalecer pré-candidatura de Wagner a deputado: “É cristão, de família e centro-direita”, diz sobre o marido

Sheila inicia reuniões para fortalecer pré-candidatura de Wagner a deputado: “É cristão, de família e centro-direita”, diz sobre o marido

“Estamos dialogando com vários nomes, conversando com presidentes de partidos, lideranças, mesmo que alguns vereadores tenham ligação com outros nomes. Eu sugeri o nome de Wagner Alves e estamos recebendo vários apoios a essa proposta”, disse ao BLOG a prefeita Sheila Lemos (União), em meados do mês de agosto. Para ela, “Vitória da Conquista é um colégio eleitoral gigante com espaço para todos e dá para construirmos a candidatura de Wagner”.

Ainda era o momento da gestora conquistense explicar a parceiros políticos que pretendia lançar o marido, advogado trabalhista Wagner Santos Alves Dias, como candidato a deputado estadual do grupo político que lidera. Como se sabe, a ideia não agradou todo mundo. O primeiro evento público em que se falou disso foi um evento de filiações do União Brasil, no dia 26 de agosto, na Câmara de Vereadores, quando mesmo sem ser filiado ao partido, Wagner Alves discursou.

O esposo da prefeita falou como pré-candidato, mas no dia seguinte disparou explicações de que ainda não era pré-candidato. Na mesma linha e no mesmo agosto, Sheila disse: “Wagner ainda não é pré-candidato, mas já disse aceitar a candidatura se tiver o apoio do grupo, apoio esse que está vindo voluntariamente. No momento oportuno lançaremos a pré-candidatura e apresentaremos os apoios políticos que já temos”.

Já é outubro e ainda não houve lançamento, mas Wagner já assumiu que é pré-candidato, com Instagram (1.327 seguidores) e vídeos com incontáveis apertos de mão e um sorriso estreante. As reuniões se sucedem nos bairros e na zona rural, com liderados da prefeita e detentores de cargos em comissão encarregados da apresentação do advogado como sendo o nome de Sheila Lemos para a Assembleia.

Em uma dessas reuniões, no feriado da padroeira, no escritório da ex-vice-prefeita Irma Lemos, presidente do União Brasil, Wagner fez uma defesa da política e das suas razões para entrar nela, e Sheila fez a defesa de Wagner.

Para ele, a fase atual, em que as pessoas desconfiam de quem está na política afugenta pessoas sérias de participarem de eleições. “A gente vive um período de demonização da política. É como se você entrasse na política e desse um salve conduto pra todo mundo te ofender, nivelar você como os piores quadros, e isso não é verdade”, ressaltou o advogado. “É possível você entrar na política pela porta da frente e quando sair, também sair pela porta da frente. Sair de mãos livres. Quantos nomes tivemos aqui de Conquista que nos geram orgulho até hoje?”.

Sheila completou, realçando atributos pessoais do pré-candidato: “É possível ter pessoas sérias na política, e foi isso que me fez querer entrar na política. Então, o mesmo caminho de mainha, é o caminho que eu sigo, e tenho certeza de que é o caminho de Wagner, porque ele é um homem cristão, tem a família como base, Wagner até hoje almoça na casa da mãe dele, todos os dias”.

A prefeita ressalva que o nome do marido não surge visando interesse pessoal, mas pela ampliação da possibilidade de eleger mais um deputado estadual de Vitória da Conquista, com alinhamento politico como o grupo que hoje governa o município. “Nós queremos mesmo ter esse deputado estadual de Vitória da Conquista, e com um pensamento como o nosso, um pensamento de centro-direita”, pontuou.

Wagner Alves destacou a força do município e os resultados da gestão, que, na opinião dele, tornam Vitória da Conquista independente politicamente. “Conquista tem uma ótima gestão, vive com recursos próprios, caminha com as próprias pernas, não se sujeita à vontade de caciques políticos, nós temos independência política. Então assim: Conquista é diferenciada por tudo isso que nós estamos falando”.

Faltam menos de nove meses para as convenções partidárias que definirão os candidatos a deputado estadual e federal, depois do que a campanha eleitoral propriamente dita começa. A depender do ponto de vista, Wagner tem pouco ou muito tempo. Para os que apostam que a força política da esposa, eleita com 116.488 votos no primeiro turno de 2024, é suficiente para impulsionar a candidatura, ele está dentro do prazo.

Para quem sabe a transferência de votos, mesmo em uma situação como a deles dois, depende de quão dinâmica e eficiente seja a campanha, além da capacidade de convencimento do candidato, a campanha já está perto. Janeiro, que tem sido o marco desde o advento das pré-campanhas, é logo ali. Talvez seja o caso de continuar acreditando que o carimbo de Wagner de Sheila baste, mas pode ser necessário perder alguns almoços com a mãe.

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