Reeleição do governador não será fácil, afirma ex-prefeito Quinho, um dos principais aliados de Jerônimo no interior: “Vai ser uma eleição dura”

Reeleição do governador não será fácil, afirma ex-prefeito Quinho, um dos principais aliados de Jerônimo no interior: “Vai ser uma eleição dura”

A indefinição de quem que vai compor a chapa majoritária governista em 2026, como um dos nomes para o Senado começa gerar ruídos no projeto da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). E esta é uma das preocupações das lideranças que esperam esse encaminhamento acontecer, principalmente do lado do PSD, que quer Ângelo Coronel disputando mais um mandato.

Neste sábado (25), em Itacaré, onde participou do 1º Congresso “Foco no Municipalismo”, o ex-prefeito de Belo Campo, ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e pré-candidato a deputado estadual, José Henrique Tigre, conhecido como Quinho, uma das principais lideranças do PSD no Sudoeste do estado, foi um dos que se manifestaram sobre o cenário da eleição e foi taxativo.

“Eu acho que está indefinido ainda, embora tenha uma leve vantagem do governador Jerônimo, que está no poder, mas, naturalmente, a eleição será difícil, será dura”, afirmou em entrevista ao blogueiro João Matheus Feitosa, do site Políticos do Sul da Bahia.

Na avaliação de Quinho, “a oposição vem se articulando de forma coerente também no interior e é necessário que esses ruídos que hoje acontecem entre partidos, principalmente da base, sejam solucionados no que tange a participação da chapa”.

O pessedista ressalta que na eleição de 2022, “talvez de melhor ação do governo, nós vencemos as eleições com apenas 400 [mil votos], uma vitória apertada”. Além disso, José Henrique Tigre vê um desgaste natural pelos 20 anos de governo do PT. A disputa contra ACM Neto, provável adversário em 2026, foi decidida somente no segundo turno, depois de quatro vitórias petistas seguidas no primeiro turno.

Na opinião do ex-prefeito de Belo Campo, as liderança governistas devem rever algumas posições e se voltar para a base, “para compreender a dinâmica do jogo e fazer com que definitivamente as ações do governo do estado possam chegar nos municípios”. Ele destacou que ao longo desses três anos, Jerônimo entregou quase todas as obras, inclusive as iniciadas pelo ex-governador Rui Costa e que isso precisa chegar com clareza no eleitorado.

Mas, para Quinho, é preciso rever a articulação. Na entrevista a João Matheus, o político do PSD chegou a ensaiar uma crítica aos atais articuladores do processo eleitoral na base governista. “Eu acho – de primeira mão aqui – que a articulação política precisa saber a importância do voto. Quando você tem um articulador político que conhece a angústia de perder um eleitor, deixar um companheiro no caminho, isso é muito importante. E a sugestão que eu faço para Jerônimo é rever as articulações políticas para que não perca aqueles que foram aliadas em 2022, em detrimento daqueles que possam ainda ser aliados em 2026.

Os prazos, segundo Quinho, estão apertados. Para ele, até o final do ano as conversas devem estar fechada em torno da chapa e dos dos nomes que devem concorrer ao Senado, para que, depois do carnaval, a campanha se intensifique e o risco de uma eleição complicada seja reduzido.

“Eu acho que nós temos mais dois meses deste ano para as conversas acontecerem e o pós-carnaval fechado de forma definitiva, para que nós tenhamos tranquilidade para fazer com que as pessoas possam compreender e fazer um paralelo entre o que está acontecendo hoje e o que pode acontecer no futuro”, pontuou.

Quinho aconselha governador a rever a articulação e a definir logo a chapa majoritária

Veja a entrevista clicando AQUI.

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