Cinco minutos para falar, de novo, de gratidão (e do Botafogo, claro)
Acredito que quatro dias sejam uma boa “quarentena’ a ser cumprida pós-aniversário para poder voltar a falar nele. Nesse tempo já absorvi a emoção de ter podido completar 63 anos e receber mensagens de tanta gente me desejando uma vida feliz.
Sou dos que acreditam na sinceridade de quem interrompe o que está fazendo para transmitir alegria a outra pessoa. Não quero dizer que tenho 300 e tantos amigos, mas posso dizer que eles têm a minha amizade na forma de gratidão.
Esse tempo também deve ser suficiente para superar eventual decepção com algumas pessoas importantes para mim que esqueceram do meu aniversário ou não quiseram parar o que estavam fazendo para me mandar uma mensagem com desejo de que eu seja feliz.
Passou.
Além do que, de alguma forma, a vitória do Botafogo no domingo, um dia depois do meu aniversário, deu uma compensada, digamos assim (como diria o locutor Luís Roberto). Fui muito parabenizado pela façanha do meu primeiro time. Sei que garimpei, postei fotos, falei o tempo todo que sou torcedor do Glorioso, estive exultante, mas, assim como disse acerca das mensagens relativas ao aniversário, acreditei que as pessoas realmente estavam alegres com a minha alegria.
Porém, confesso, assim como fiz uma lista com os nomes de quem eu esperava mas não recebi qualquer manifestação pelos meus 63 anos, também fiquei decepcionado com quem quis desmerecer minha comemoração pelo tri brasileiro do Fogão.
Mas a quarentena serve para isso: amadurecer o perdão ou calcificar o aprendizado que veio de carona com a indiferença.
Passou.
E hoje estou aqui, vivendo o quinto dia do meu novo ciclo, como chamam, e duas vezes campeão com meu Botafogo.
Sobre o viver, em si, tenho motivos para fazer uma festa a cada instante que respiro. Algumas pessoas têm ideia do que significa para mim, neste dezembro, pode ir àquela janela onde estive no dia 7, mas só eu sei porque fico repetindo isso.
Sobre o Botafogo, li e ouvi desconfiança sobre o meu simples torcer. Como se cada um de nós que fizemos fotos ou fomos para a rua vestidos com uma camisa alvinegra, com o escudo da estrela solitária, fosse um falsário. (Como eu trouxe o desaforo para casa, publico velhas postagens do Facebook).






Para alguns a quem valia a pena responder eu disse que não tínhamos grandes títulos recentes, por isso não nos viam na rua como os demais. Somos torcedores que sofremos em silêncio e explodimos quando as conquistas vêm, como agora, duas no mesmo mês. Humildes e gigantes.
Pense comigo: se uma multidão de céticos diz que os torcedores do campeão brasileiro e da América do Sul cabem em uma kombi, e considerando que o lugar onde moramos não é uma rua única e tampouco os que falam isso conhecem todos as mesmas pessoas, basta multiplicar. Se milhares de flamenguistas, palmeirenses, tricolores de aço etc conhecem, cada um, a lotação de uma kombi, é imensa a fila de kombis com torcedores do glorioso, grandioso, melhor de todos, campeoníssimo Botafogo de Futebol e Regatas.
Encerro mais essa crônica pessoal expressando o meu sincero e profundo agradecimento pelas inúmeras mensagens que recebi pelo meu aniversário. Cada uma delas tocou forte em meu coração, mesmo que fossem apenas emojis ou o simples ‘parabéns’, em uma palavra. Elas vieram pelo Facebook, WhatsApp e Instagram. Lotam várias kombis. Muitas só eu vi, outras estão nas minhas redes sociais, mas sem alarde, sem stories enfeitados. Incorporo-as à minha história, porque me enriquecem.
Quando, em minhas orações, agradeço a Deus pelo tanto que fez e fará por mim, como renovar minhas chances para continuar vivendo, eu procuro uma palavra que seja mais que ‘obrigado’, porque, às vezes, acho esta uma palavra muito simples para expressar a gratidão por tanto amor e milagre na minha vida. E se essa palavra de agradecer a Deus existisse eu a usaria aqui para agradecer aos que quiseram me fazer feliz com suas mensagens e mesmo àqueles que cumpriram uma praxe social, pois também me deixaram feliz.
Não havendo palavra melhor, porque seja essa mesma a de se usar na oração, digo Obrigado!, com inicial maiúscula e exclamação, a vocês. Estejam felizes como me deixaram feliz.
Vivas ao Botafogo! Vivam os amigos!

