O bafafá de Diogo: “Minha decisão é deixar o União Brasil de qualquer jeito, mas poderia sair candidato a deputado pelo partido se houver entendimento”


O bafafá, como denominou um dos melhores e mais completos jornalistas de Vitória da Conquista, Daniel Silva (do Blog do Daniel Silva, da Brasil FM e da Conquista FM), envolvendo o vereador Diogo Azevêdo (União), o deputado Tiago Correia (PSDB) e a prefeita Sheila Lemos (União) não foi uma coisinha qualquer, uma disputa de paróquia, um burburinho da política conquistense, é um episódio de tensas repercussões estaduais (e até nacionais), que acaba envolvendo o presidente nacional do partido, Antônio Rueda e até o pré-candidato a governador da oposição, ACM Neto, que é vice-presidente nacional do União Brasil.
Antes de desenvolver o artigo, é imprescindível esclarecer que o BLOG DE GIORLANDO LIMA não conversou com Tiago Correia, ACM Neto, Rueda ou com a prefeita conquistense. Apenas com Diogo e com uma parte do entorno dos demais mencionados, mas o suficiente para saber que o cataclismo que se formava faria estragos de tsunami. E, pelo jeito, depois de tanta onda forte, tempo fechado e turbulências, ninguém vai querer que aconteça.
Nos entornos, se fortaleceu a versão de que o movimento de Diogo seria uma espécie de troco de Tiago Correia que, apoiado em 2022 pela prefeita, viu a pré-candidatura de Wagner Alves como uma ingratidão e, mais que isso, um arranhão no seu projeto de reeleição (uma hipótese improvável, pois ele teve 71.986 votos na eleição passada e o último a se eleger do PSDB, Pablo Roberto, teve 55.585). Mas, estarmos falando de política e não dá para descartar essa versão. Nenhuma, aliás.
Mas, acontece, segundo os entornos, que a movimentação e o anúncio de que Diogo Azevêdo sairia do União, sem ser incomodado, para se tornar pré-candidato a deputado federal pelo PSDB e dar palanque local e tônus eleitoral para a candidatura de Tiago mexeram na prefeita com a vara curta.
Dizem as vozes – que toparam falar sob anonimato – que a prefeita sequer foi avisada que ocorria uma negociação no plano nacional para isentar Diogo de punição se saísse do União Brasil.
Segundo um interlocutor muito próximo de Sheila – que teria testemunhado os telefonemas – ela não teria deixado barato e conversou com o prefeito de Salvador e com o presidente estadual do União Brasil, Paulo Azi, para dizer que não aceitava o suposto acordo, chegando ao ponto de cobrar respeito pela sua representatividade política e no partido.
As versões contam que todo mundo no União Brasil de Salvador negou ter feito o acerto que Diogo anunciou, embora não tenham negado as conversações. Sheila não teria ficado definitivamente convencida, mas aceitou o tempo pedido para ‘ajustar as coisas’.
A reação da prefeita de Vitória da Conquista teria causado um sururu na capital baiana. E hoje bem cedo Diogo Azevêdo foi convocado às pressas. Um avião veio buscá-lo. As conversas seguem no PSDB. O BLOG falou com Diogo esta tarde e ele não esteve com ACM Neto e Bruno Reis, líderes do União que foram mencionados por ele como parte do acordo, e ainda o final desta matéria não sabia o que foi ‘re-conversado’.
A conversa com o vereador você lê na próxima matéria.


